3 dicas para tirar máximo proveito do Storage DRS

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O Storage DRS permite gerenciar seus datastores de maneira agregada (datastore clusters), estabelecendo métricas de desempenho e armazenamento.

Quando habilitado, o Storage DRS dá recomendações de onde você deve provisionar uma VM, levando em conta a latência de I/O e o espaço utilizado do datastore. Ele consegue verificar oportunidades de migração para melhorar o desempenho de uma máquina virtual, e se configurado como “Fully Automated”, dispara as migrações sem nenhuma intervenção do administrador.

Hoje vou dar algumas dicas e explicar alguns pontos que vão te ajudar a tirar o máximo proveito do Storage DRS.

1) Evite habilitar o SDRS em um mixed-cluster

Essa dica vale para quem possui hosts ESXi de diferentes versões dentro de um mesmo cluster. Se esse for seu caso, não habilite o HA se o SDRS estiver habilitado. Duncan Epping, autor do blog Yellow-Bricks, escreveu um post falando sobre isso. Basicamente, o HA pode responder à uma falha reiniciando uma VM em um host com versão diferente ao host anterior à falha. Se no momento da falha de host, a VM estiver envolvida em um Storage vMotion e o HA reiniciar a VM em um host com versão anterior à 5.0, qualquer operação sobre o disco a partir daí (como um snapshot) pode corrompê-lo, tornando a VM inutilizável. Se você segue as boas práticas, isto é, atualizar todos os componentes primeiro e só depois ativar as novas funcionalidades, você não terá problema com isso! 🙂

2) Evite utilizar o modo de automação “Fully Automated”

Eu sempre deixo o SDRS no modo de automação manualNão gosto da idéia do vCenter disparar migrações sem a minha ciência por vários motivos, dentre eles: esse aqui, esse e mais esse.  Apesar de ser uma excelente feature, é preciso ficar atento e configurá-la de acordo com sua necessidade. Ao contrário do vMotion, que move apenas endereços de memória, o SDRS faz uso do Storage vMotion para mover por completo os dados de uma máquina virtual para outro datastore.

3) Alinhe a latência de I/O com o tipo de disco

Depois de habilitar o SDRS para balancear a carga baseado na utilização de disco, existe uma segunda configuração que você precisa checar. Na aba de configuração do SDRS, existe uma opção chamada “SDRS Runtime Rules” com um slide onde você informa o threshold de latência de disco para o SDRS se basear. Eu costumo criar datastore clusters baseado no tipo de disco provisionado ao ambiente VMware. Ou seja, crio um pool para discos SSD, um para discos SAS e outro para discos SATA. Para alinhar a latência dos discos com o threshold do SDRS, estabeleça uma métrica baseada no desempenho de cada tipo de disco. Por exemplo:

  • Discos SSD: 10-15 milisegundos
  • Discos SAS: 20-40 milisegundos
  • Discos SATA: 30-50 millisegundos

É importante deixar claro que, no caso de Fibre Channel, todo o tráfego da migração se dará através da SAN. Se o datastore de destino ou de origem for NFS ou iSCSI, o tráfego se dará através da interface de VMkernel.

Eu particularmente, gosto de fazer Storage vMotion em uma janela. E vocês? Quais suas considerações a respeito do SDRS?

Até mais!

Meu nome é Pedro Calixto e sou apaixonado por tecnologia. O intuito desse blog é compartilhar um pouco do meu conhecimento/experiência, com uma linguagem fácil e acessível para todo mundo.

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