Deep Dive: como funciona o VembuHIVE?

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Estamos já a um tempo publicando alguns pots sobre a Vembu e sua solução de proteção de dados e continuidade de negócios, o Vembu BDR. No coração da tecnologia da Vembu, que permite backups ágeis e flexíveis, está seu filesystem proprietário chamado de VembuHIVE.

Hoje vamos entender um pouco mais sobre o que é o VembuHIVE e como ele funciona.

Existe uma demanda crescente por um gerenciamento sofisticado de dados de backup. Não se trata mais apenas de recovery. Os negócios estão cada vez mais exigentes e com SLA’s apertados.

Devemos sempre lembrar que backup não se trata somente de armazenamento, mas sim da inteligência aplicada sobre esse armazenamento. Essa abordagem é o que difere soluções de backup robustos de soluções de backup amadoras.

Além disso, após a explosão da adoção de computação em nuvem, a necessidade de um filesystem mais robusto e sofisticado se fez necessária. Após avaliar essas necessidades, a Vembu criou o VembuHIVE, desenhado para ter uma estrutura semelhante à uma colméia de fato.

A palavra hive em inglês significa colméia. Acontece que esse nome se encaixa perfeitamente com o funcionamento do VembuHIVE.

Um filesystem (ou sistema de arquivos) define a estrutura com que os dados são armazenados e recuperados por um software. Eles são classificados em vários tipos, composto por uma série de parâmetros. Dentre os mais conhecidos, temos o NTFS, FAT, ext, ReFS etc, cada um com suas vantagens e desvantagens.

Em sua essência, o VembuHIVE é como um filesystem virtualizado que trabalha sobre um filesystem existente, ou seja, trabalha de forma agnóstica ao filesystem utilizado pelo backup. Ele foi projetado para processar dados em grande escala e situação de disaster recovery.

Além disso, o VembuHIVE possui algumas funcionalidades importantes embarcadas:

  • Compressão, encriptação e deduplicação embarcada
  • Correção automática de erros
  • Criação instantânea de VHD, VHDX, VMDK, Flat.VMDK e arquivos RAW, de forma virtual e sem utilizar armazenamento adicional
  • Restauração rápida de máquinas virtuais VMware, Hyper-V e KVM
  • Restauração instantânea de arquivos de VMs e servidores físicos que foram “backupeados” com o VMBackup ou Vembu ImageBackup
  • Restauração granular de itens, como e-mails, databases, documentos ou usuários do Microsoft Exchange, SQL, AD e SharePoint.

Como o VembuHIVE utiliza tecnologia proprietária, todos os dados de backup são divididos em uma série de pequenos arquivos, independente do tipo de backup (VMware, Hyper-V, Disk Image Backup ou backup à nível de aplicação).

Por isso, a VM ou servidor físico de origem, pode ter qualquer tamanho. O filesystem da Vembu toma conta disso. Para utilizar os dispositivos de armazenamento de forma eficiente, os dados são distribuídos de forma balanceada entre os silos.

Uma coisa que me chama atenção é que o algoritmo por trás do VembuHIVE é inteligente o bastante para entender como o conteúdo é organizado dentro dos dados de backup e o interpreta de várias maneiras, independente da origem desses dados, seja um backup de VM ou servidor físico.

Através disso, o VembuHIVE consegue efetuar o restore de forma granular. Bem interessante.

No fim das contas, como falei anteriormente, o VembuHIVE é a fundação de quase todas as funcionalidades providas pelo Vembu BDR Suite. Para saber mais sobre o funcionamento do VembuHIVE, dá uma olhada nesse whitepaper disponibilizado pela Vembu.

Espero que esse post tenha sido útil para entender um pouco melhor sobre como funciona o backend da solução de backup da Vembu, sobre qual temos feito alguns posts recentemente.

Até mais!

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